“Já estou cansada de tantas idas e vindas. Dessa indecisão. Não fique  em minha vida por pena, por medo de me machucar, caso não goste de mim o melhor que faz é ir embora. Mas cá entre nós, que covarde você. Não te chamo de covarde por sair de minha vida, mas por te entrado, por ter deixado eu me apegar a você, enquanto nem carinho você sentia por mim. Por ter feito falsas promessas. Por ter falado que estaria sempre ao meu lado mesmo sabendo que estava em minha vida só de passagem. Será que é muito difícil, entrar em minha vida e permanecer nela? Sei que sou complicada, chata, cheia de manias. E você sabia que enjoaria rápido demais de mim. Então porque mesmo sabendo que enjoaria rápido entrou na minha vida? Por diversão, curiosidade ou estava apenas passando o tempo? Mas enfim. Só peço por favor, que o próximo a entrar em minha vida que entre apenas se for pra ficar.” escritoradeboteco


“Sabe aquela menina bobinha, que aceitava tudo sem perguntar ou questionar nada? Pois é, essa era eu, era. Acabou a fase de me esconder de tudo, acabou a fase de tudo e todos pisarem em mim. Acabou toda essa brincadeirinha que sempre me machucava. Chega de tudo. Eu mudei, como diz o ditado: “as pessoas mudam.” E foi exatamente isso que eu fiz, mudei, e mudei para melhor, ou pior. Depende do seu ponto de vista sobre mim. Enfim, cansei de ser a boba otária que sempre era o alvo nas piores brincadeiras. Cansei de ser atingida, e ser mais otária ainda por ainda correr atrás de quem fazia isso comigo. Desculpem-me a todos, mas terão que arranjar outra idiota para que o meu lugar seja ocupado. Ou talvez, vocês devessem mudar também, e virarem “gente grande”, pois pra mim, ainda são uns moleques… Eu nunca tive opinião própria, eu era idiota demais para expor minhas opiniões, ou era por medo de todos rirem dela. Chegou a hora de ligar o botão de foda-se na minha vida. Chegou a hora de acabar com todos os medos existentes em mim, chega de toda essa forma de menina boba, e está na hora de virar mulher. Mas não qualquer mulher. Uma mulher de verdade. Com suas próprias opiniões, uma mulher grande, de respeito, e que saiba realmente sorrir, levantar o rosto e somente ignorar as pessoas com um lindo sorriso. - nostalgia-insana


Estranho mesmo é se sentir feliz mesmo depois de tantos tombos. Depois de ter aguentando tantos problemas sozinha e ter carregado tudo isso nas costas como um fardo; depois de lutar por algo que nunca mereceu um aceno teu de bom dia, um sorriso teu de bons sonhos. Não é que tudo seja loucura, talvez um pouco mas não a tal nível adulterado e sem fundamentos para explicar reações causadoras por uma pessoa tão ingênua quanto a você, não. Mas é que tudo soa como loucura, loucura minha entende?! É que mesmo depois de tantos castigos, mesmo com o coração surrado e estraçalhado eu permaneço aqui, firme e forte. É como se eu já tivesse me acostumado a apanhar todos os dias, a chorar todas as noites, a me culpar por algo que nem fiz […] estupidez. É como se eu já tivesse me conformado com as inseguranças e medos. Todavia, sutilmente eu continuo a trilhar sem rumo, na esperança de que tudo vai mudar para mim, que tudo isso vai desaparecer e por alguns momentos eu realmente acreditar de que há um sorriso explanador de felicidade por aqui. Então assim gostaria de me entregar o prêmio da pessoa mais forte que já vira por essa vida maluca, o prêmio da pessoa que mesmo com os teus anseios do dia-a-dia, com os amedrontamentos do amor pouco correspondido, continua aqui com o sorriso estampado e atrapalhado no rosto, repetindo em pensamentos que tudo vai ficar bem… que tudo virá a ficar bem.  E muitos ainda acreditam em tudo isso quando eu digo que sou firme e forte. Mas talvez eu seja firme e forte mesmo, carrego um dor enorme no peito e feridas, e mesmo com isso eu dou enormes sorrisos, para mim realmente isso é ser forte. Sou até estranha, quero que todos que eu amo fiquem melhores do que eu, sou o tipo de menina que adora ajudar os outros e de tanto ajudar os outros e pensar que fariam o mesmo por mim acabo sempre nessa solidão sem fim e um tanto obscura. Mas eu acho que essa minha armadura acaba fazendo com que as pessoas pensem que sou a pessoa que não liga para ninguém e que aguenta tudo numa boa, mas elas estão erradas, muito erradas, pois eu realmente importo com todos e não aguento nada  choro, choro muito, e contudo só aumenta as cicatrizes que são impossíveis de fechá-las. Não sei mais o que fazer, e nem mais para onde fugir, pois colo de amiga não tenho  mais, as vezes um ou outro que passa aqui na porta de casa, mas nenhum que se instalou de vez e que com certeza permanecerá até o infinito. Refugiadas e Desvairar-me



Digo, como se a saudade fosse coisa de se ir assim, com o tempo, de qualquer jeito. A verdade é que não é e, de fato, eu ainda não aprendi a lidar com ela da maneira mais saudável. Quer dizer, eu ainda não aprendi a lidar com ela de maneira nenhuma. Que erro, pois sentimento esse ainda me domina por inteira, não importa onde, e muito menos quando, ela sempre está comigo, fazendo parte da minha vida, levando um pedacinho de mim. Porém, tal buraco no peito nunca está sozinho. Ele, automaticamente, sempre pertence a alguém, porque afinal, saudade é mesmo isso: uma espécie de agonia em pessoa, uma falta incomparávelinsubstituível. É tudo o que eu, assim como você, sentimos por aquele ou por aquela. E como ela, alguém também nos pertence, mesmo ali, em igualdade com essa incógnita, com esse sufoco que nos atormenta a mente em cada pensamento. Sufoco bastante grande, não é mesmo? Eu sei. Confuso, muito confuso na verdade. Mas agora, querendo deixar o clichê descansar, eu descrevo saudade como uma pessoa disfarçada de sentimento(abnrange)


O orgulho gritava mais alto que eu. Não conseguia mais aguentar mais tanta coisa presa aqui dentro. Só que parecia que não tinha capacidade de conseguir mostrar o que estava acontecendo… Com tantas patadas aprendi a não contar mais nada pra ninguém, comecei guardar pra mim. Admito que as vezes faz falta ter alguém, mas agora é só eu e eu. Aprendi a ser fria da mesma maneira que me tratavam, só que dez vezes pior. Virei minha própria prioridade. Dei valores as pessoas erradas e isso me fez perder muito tempo de conquista. Quão ingênua eu era… Aceitava conselhos demais, não fazia minhas próprias escolhas, não me ouvia. Quando percebi aqueles que se diziam eternos já tinham ido embora, sem ao menos deixar uma explicação. Que ao menos avisassem. Mas é com esse tipo de gente que  aprendemos a lidar com o resto. Para falar a verdade não sei o que me tornei. Um bicho de sete cabeças? Alguém indecifrável? Não me agrado mais com palavras meigas… Pra ser sincera não gosto mais de palavras. Prefiro o silêncio! Deixei de ser uma pessoa inócua e me tornei agressiva. É uma pena… Sempre tive tanto amor pelas coisas e agora está tudo ao contrário. A gente sempre aprende da maneira errada, mas a vida acaba nos ensinando muitas coisas. Paro para refletir e percebo como eram supérfluas as coisas que eu fazia. Corri tanto tempo  atrás de gente que não estava nem aí pra mim, pra o que eu sentia. Agora quem não liga mais sou eu. Simplesmente não me responsabilizo por meus atos daqui pra frente. Não sou mais aquela garota ingênua que todos olhavam com um olhar de pena… Não vou dizer que me arrependo de ter feito o que fiz, mas agora as coisas não são mais as mesmas. Eu não sou mais a mesma, meus sentimentos não são mais os mesmos, nada é como antes, as pessoas mudam, e da mesma maneira que elas mudaram comigo, eu mudei com eles, eu mudei comigo mesma. Só que através de tanta frieza, através de uma armadura e de uma pose de durona, carrego dentro de mim um sentimento indecifrável, um sentimento que mexe comigo a cada dia que passa. Para ser sincera, não sei mais o significado da palavra “sentir”, para mim, isso é um bicho de sete cabeças que estava adormecido dentro de meu peito e que agora despertou-se de uma maneira inesperada… Não sei mais quem eu sou, não sei mais o que os outros são, só sei que nada é como era antes. Beatriz, (secretamentesua) e Ana, (d-ireta).


Ela faz o tipo estranha. Ela é diferente. Detesta cair na mesmice, mesmo que de quando em quando, aconteça. Não se importa em estar na presença de rapazes. E pra ela, muitas das vezes, é preferível ter a amizade deles. Paixão enrustida por tênis comuns. Mas não se engane. Por mais que não pareça, ela tem feitio por trajes afeminados e sapatos embonecados. [] É moça durona. “Osso duro de roer”. Moça complicada. Tanto quanto um jogo de tabuleiro. Mas, o que muitos esquecem, é que, por mais complicado um jogo seja, com um pouco de prática, você o entende. Compreende seu funcionamento. E depois, é moleza. [] Ela é misteriosa. Muitos acham que a conhecem, mas não têm conhecimento nem de metade do seu ser. Ela é afável e afetuosa. Pode ser leve como uma brisa. E devastadora como um furacão. Nunca a subestime. Nem à ela, muito menos à suas capacidades. [] No fundo, ela só procura alguém. Alguém com quem possa compartilhar seus feitos. Alguém que esteja interessado em saber como foi seu dia. Alguém que esteja com ela. Que enfrente junto á ela, as ciladas do tempo. Alguém que a aceite. Que aceite seus defeitos, e os ame. “Mas que menina tola, não? Quem dirá alguém aceite seus defeitos, quanto mais amá-los.” Não pense deste modo. Um mundo gigantesco é o que vivemos, há de existir alguém que a aceite. Que a desentorte. Que a conserte. E por fim, que a transborde.Pois ela aprendeu, contra a sua vontade, que deve completar à si mesma. E um dia, este errado dela, há de ser o certo de alguém. (


“De repente você esta sozinha, desprotegida e com medo. Há um milhão de coisas acontecendo ao mesmo tempo. A verdade é que tudo esta mudando, ou talvez apenas você esteja mudando,é como ensaiar os primeiros passos pra seguir aquilo que chamam de “futuro”. Então pare pra pensar, quando é o futuro? Quando começa? Ele é agora? Ontem o que chamávamos de futuro, hoje somos obrigados a chamá-lo de presente, e tudo passou tão rápido que mal percebemos! Sim, as pessoas desperdiçam o tempo como se tivessem algum controle sobre ele! O que é a forma mais fútil de se enganar.E então quando elas veem o tempo que foi gasto em vão, elas se arrependem de tudo aquilo que não fizeram, imploram para o tempo voltar, pensam em tudo que deveriam, queriam, sonhavam em ter feito, mas não fizeram esperando pelo futuro.E o futuro? Bom,ele preparou a essas pessoas,uma surpresa bem irônica, porque o que ficou pra elas foi o arrependimento, e a falta daquilo que não viveram.Pois só há uma verdade sobre o tempo, sim uma única verdade,ele jamais volta.Ei,seu futuro é daqui 1 segundo, então não perca tempo com más lembranças, ainda mais aquelas que te fazem sofrer, dê o seu melhor, para que o seu presente não vire lembranças ruins e mal aproveitadas do passado.Por isso viva, sonhe, seja, queira, consiga, curta, sinta, FAÇA. (pequena-suicida)


”Foi até o banheiro e sentou-se ali, no piso branco e frio. Suspirou fundo enquanto fechava os olhos calmamente. As lágrimas rolavam por seu rosto como todos os outros dias. O vento gelado batia forte na janela e a chuva caía silenciosamente. E ela se perguntava quem estava mais frio.. Já sabia a resposta, mas não importava.Havia parado de importar há muito tempo […] Se levantou, respirou firme e foi até o chuveiro. Ligou a duxa e se despiu sem vontade alguma. Deixou que a água escorre sobre seu corpo junto ás lágrimas que continuavam á cair. Suas culpas e medos estavam tomando conta de si novamente. No fundo, ela queria poder continuar escondendo suas dores por trás de um sorriso, pra ninguém saber, pra ninguém fingir que se importava, mas era impossível. De repente tudo se tornou impossível demais pra sua capacidade de tentar ser forte. Os pensamentos bagunçavam sua mente e a dor torturava tudo que havia restado interiormente e exteriormente. E ela só queria fugir. Fugir daquela dor complexa e insuportável que estava tomando conta da sua vida. Jogar fora aquele sofrimento que estava á sufocando todos os dias. E era isso que ela ia fazer. Jogar fora uma vida que não valia mais a pena continuar vivendo […] Passou as mãos pela prateleira onde estavam os shampoos e pegou uma lâmina que havia deixado ali alguns minutos antes. Ela planejou, ela quis… Suspirou fundo e deixou que a água tocasse apenas seu pulso e braço enquanto levava o pequeno objeto até eles. Ela não tinha saída, não tinha razões. Ela cansou de acreditar que algum dia teria,e as gotas de sangue caíam deixando a água vermelha no piso branco.Ela tinha ido mais fundo dessa vez, ela tinha encontrado a saída que queria encontrar […] Seus olhos se fechavam enquanto seu corpo desabava sobre o chão. E então, ela sorriu. Ela tinha um sorriso no rosto enquanto seu coração parava de bater. E por mais irônico que seja, aquele sorriso era verdadeiro.


Cheguei no meu limite, na minha estaca zero. Cansei de me importar com pessoas secas e frias que só pensam em si próprias e que tem a ousadia de fingir que importam,no fundo até se importam, mas não como deveriam.O pior de tudo é você se apegar, acreditar nessa pessoa, acreditar nessas palavras, necessitar delas, viver delas.Então, você se encontra ali no mesmo lugar, na mesma situação, na mesma história já contada, na mesma história que um dia você quis esquecer, na mesma história que ainda não foi esquecida. Dói ver todas aquelas cenas à tona novamente, dói ver que você não conseguiu ser forte. Acostumada, sem surpresas, assim que você se sente… então você respira fundo, tenta não se importar, tenta fingir que não dói, e tenta não chorar, mas você sempre chora. Você tenta agir naturalmente, mas você sempre se lembra. O tempo vai passando, e você continua ali com aquele sorriso, mas ele é só disfarce. Tanto tempo depois, ainda existem marcas profundas, que te fazem pensar que nem o tempo vai ser capaz de curar. Marcas que te fazem lembrar de toda essa dor que um dia você sentiu, na verdade ainda sente. Você se acostuma a sentir essa dor, que parece meio saudade, meio cansaço, meio que dependência de certas pessoas, que não precisam de você. Os dias parecem que não tem fim, parecem se estender por uma eternidade de tempo. Você tenta não respirar fundo, ou olhar pra cima, porque sabe, que as lágrimas vão ser derramadas mesmo não querendo. Você quer fugir, mas sabe, que não importa o lugar que você for, a dor a acompanhará. Quer se ver livre de tudo que está lhe corroendo. Você não quer mais ficar sozinha, mesmo tendo um enorme medo de que as pessoas te magoem. Você quer uma vida nova, uma esperança nova, sentir ares novos.Quer esquecer de todas essas tuas dores ultrapassadas e seguir a vida sendo feliz novamente, e ter a certeza que ainda vai conhecer pessoas que não lhe abandonar na primeira dificuldade.”

(calejada) ft (pequena-suicida)


O amor acaba do mesmo jeito que começa, num sábado chuvoso onde sua mãe lhe obriga a ir na manicure dar um trato nas suas unhas ruidas de sempre, ou nas ruelas da cidade luz, entorpecida na nostalgia agridoce dos eternos apaixonados, ou por exemplo, numa noite de céu estrelado, lua cheia, ou ao crepúsculo. Acaba em cafés bensutados, em parques mau cuidados ou no deslace das mãos no meio de um filme medíocre brasileiro, estrelado por um desses galãs de quinta que são magicamente bem criticados por meramente serem filhos de um cantorzinho de músicas melacueca qualquer, quando uma rodinha de ineptos adolescentes ficam jogando pipoca nas suas cabeças. O amor acaba no fervor do verão ou na solidão do inverno. O amor acaba no teatro atapetado com ar condicionado, ou na insônia fervorante dos braços, em três tragadas naqueles cigarros de gosto, que tu só compra pra fazer media com os pequenos sem futuro, na beira da piscina assistindo Piratas do Caribe, ou lendo aquele livrinho chato que o professor de português passou só porque precisa fazer ao menos uma meta de leitura. O amor pode acabar da duração sólida da solidão, no retoque da pintura do apartamento ou em meio o jantar de aniversário de bodas de ouro. O amor acaba como uma doença terminal aninhada nas dobrinhas do coração, chega chegando, sem motivo, causa ou consequência. O amor acaba na mesma estradinha de pedras ladrilhadas repleta de rosas vermelhas, vermelho tão intenso quanto os morangos que punha na tua sala de fruta, que começa. Acaba no mesmo asfalto quente e esburacado da BR sei lá qual no centro urbano da metrópole paulista, ou até mesmo na facúndia retórica que aquele cantor britânico, aquele do cd que me compraras no meu aniversário, que ele insiste em trovar em todas as músicas. O amor acaba feito câncer, matando-te pouco a pouco.” Natália Castro, muitezas.


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“Me acho tão egoísta. Talvez pelo fato de querer você só pra mim, sei lá. É estranho mas me sinto bem assim. Não suportaria te dividir um segundo e tudo pra mim parece ser uma ameaça pra te tirar de mim. Meu maior medo é que você enjoe do meu jeito ruim, das minhas manias estranhas e do meu costume de ser tão assim […] egoísta. Mas sabe, não sou assim porque quero, não sou assim por opção. Tem um motivo, acho que já está bem claro mas posso repetir. Eu te amo demais, não posso evitar, o amor vem e com ele vem alguns sintomas. E pra mim veio o egoísmo.” — Delineador-amarelo

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